A PHDA é frequente?

Sim - nas estimativas mais consensuais a PHDA afeta 5% a 8% das crianças em idade escolar. Isso significa que, em média, haverá uma criança com PHDA por cada 20 alunos ou em cada sala de aula. Em turmas que reúnam alunos com dificuldades de aprendizagem e/ou necessidades educativas especiais, o número de alunos com PHDA será superior.

 

O diagnóstico de PHDA é mais frequente no sexo masculino, com uma relação de 2:1, ou seja, por cada rapariga que é diagnosticada com PHDA, são diagnosticados 2 rapazes. No período da adolescência esta discrepância é atenuada.

 

As percentagens da prevalência da PHDA apresentam variações em diferentes estudos, chegando a atingir 14%. Em Portugal, não temos dados epidemiológicos que permitam afirmar com certeza qual é a nossa prevalência.

 

Este valores dependem da população que é estudada, da forma como os sintomas foram avaliados e quem foi inquirido (as crianças/adolescentes, os pais ou os professores). De uma forma geral, as crianças não são uma boa fonte de informação sobre os sintomas, sendo necessário recorrer à observação e relato de terceiros. Naturalmente, a intensidade das queixas depende também do grau de tolerância dos adultos e do comportamento das outras crianças que serve de termo de comparação. O comportamento também não é necessariamente igual em casa e na escola porque as circunstâncias (tipo de ambiente e atividades, relacionamentos interpessoais e respostas dos outros) são também distintas.