Como se diagnostica?

O diagnóstico da PHDA é comportamental, isto é, baseia-se na identificação e caracterização dos sintomas ao longo do tempo e em diferentes situações e ambientes. Não existe ainda nenhum teste sanguíneo (como o doseamento da dopamina) ou exame de imagem do sistema nervoso (como a TAC ou a ressonância magnética) que sejam úteis para diagnosticar a PHDA.

Os critérios para o diagnóstico da PHDA baseiam-se na presença de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, sendo que os mais aceites foram definidos pela Academia Americana de Psiquiatria e publicados no seu manual de diagnóstico (atualmente o DSM-5: Diagnostic & Statistical Manual for Mental Disorders).

Para o diagnóstico, é necessário que existam pelo menos 6 sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade, com uma duração superior a 6 meses, com as primeiras manifestações antes dos 12 anos de idade, presentes em pelo menos dois contextos ambientais da criança (por exemplo em casa e na escola). Por este motivo, é importante avaliar a história de cada criança de forma cuidada.

Outro aspeto muito importante é o impacto que os sintomas têm no dia a dia - para haver diagnóstico é necessário que estes sintomas perturbem de forma significativa o desempenho, tanto a nível académico como social. Estes sintomas não devem poder ser explicados por outras perturbações do neurodesenvolvimento ou perturbações emocionais, que é preciso distinguir.

No processo de avaliação, são utilizados questionários que permitem quantificar os comportamentos e compará-los com o que é habitual nas crianças da mesma idade. São usualmente preenchidos por pais e professores, de forma a obter informação de dois contextos.

Em algumas situações poderá ser necessária uma avaliação psicológica ou psicopedagógica, que pode incluir testes mais objetivos de atenção e permitir diagnosticar outras situações que dão sintomas semelhantes ou que surgem associadas à PHDA.

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