A importância dos recreios

“… porque a brincar e a conviver também se aprende…”

• A importância dos recreios

• Os recreios e a PHDA

 

A importância dos recreios

Na escola, é importante que os recreios sejam:

- espaços de socialização das crianças;
- locais onde aprendem a escolher as atividades e os colegas com quem brincar;
- locais onde se estabelecem e definem regras que devem ser cumpridas;
- locais onde se deparam com as competências de uns e de outros (com o que são ou não capazes de fazer);
- locais onde aprendem a saber perder e ganhar.

 

Como tal, o aspeto educativo dos espaços de recreio nas escolas requer uma atenção especial, sendo fundamental  tomar medidas para criar recreios educativos e preventivos de conflitos, agressividade e violência escolar (Pereira, 2005).

 

É importante a formação, e sensibilização, de professores, auxiliares e encarregados de eduação sobre esta matéria; assim como é essencial melhorar os recreio e a diversidade da oferta de desporto escolar e de outras atividades de ocupação de tempos livres.

 

Também Fernández (2007) no seu estudo revela que a organização dos recreios é fundamental.

São aspetos a considerar:

- a importância da supervisão – a presença e a proximidade de um adulto minimiza a probabilidade de ocorrência de conflitos entre as crianças;

 

Em termos de quantidade é importante, Em termos de qualidade é importante,
apostar num número de pessoas adequado à quantidade de alunos. investir na formação e no treino de técnicas de gestão e controlo de conflitos

 - a importância da organização de atividades estruturadas nos recreios, uma vez que a falta de atividade e o aborrecimento são fatores que aumentam a probabilidade de surgirem atividades descontroladas e conflitos entre os alunos.

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Os recreios e a PHDA

Para as crianças com PHDA, a existência de tempos não estruturados, isto é, tempos sem regras nem objetivos pré-definidos, poderão ser prejudiciais pelas dificuldades ao nível do autocontrolo e da autogestão das suas emoções e comportamentos. Nos subtipos predominantemente hiperativos, a irrequietude psicomotora tenderá também a aumentar, tornando-se mais difícil de gerir e muito mais difícil de parar.

 

De modo a minimizar estas dificuldades, deverão ser incentivadas atividades estruturadas, que poderão ser atividades lúdicas, de que são exemplo alguns jogos tradicionais infantis: a macaca, saltar à corda, à barra do lenço, entre outros. Este tipo de jogos despertam facilmente o interesse e a atenção das crianças do 1º ciclo.

 

Na realidade, no processo de socialização da criança, as atividades lúdicas desempenham um papel fundamental. O jogo é essencial, pois é uma forma da criança exprimir as suas motivações, mostrar do que gosta e/ou do que não gosta a partir da exploração do meio ambiente (físico, social e relacional) (Neto, 2003). 

A comunicação nos recreios é outro aspeto igualmente importante:

- as regras devem ser claras, curtas e objetivas;
- o tom de voz deve manter-se calmo;
- o diálogo deve ter entoação;
- o contacto visual deve ser mantido;
- estabelecer relações mais próximas, dando espaço para a partilha de gostos, vivências e interesses individualizados das crianças;
- envolver as crianças na execução de tarefas - atribuir-lhes pequenas tarefas, garantindo que as mesmas serão cumpridas com sucesso. Por exemplo: solicitar a entrega de uma caixa de marcadores a outra assistente operacional que esteja na sala “x”;
- dar reforços verbais positivos, sempre que tal se justifique. Por exemplo: quando uma atividade lúdica é cumprida com sucesso, comentar com o respetivo professor aquando da reentrada para a sala-de-aula, sobre o bom comportamento da turma e/ou da criança durante o recreio.

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"...

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola

E eu disser que brinquei

Não me entendam mal

Porque a brincar, estou a aprender

A aprender a trabalhar com prazer e eficiência

Estou a preparar-me para o futuro

Hoje, sou criança e o meu trabalho é brincar.

..."

Poema do Brincar, autor desconhecido.