Qual é o meu papel?

Os auxiliares de ação educativa / assistentes operacionais são membros integrantes e ativos da comunidade escolar.

O desempenho das suas funções requer que interajam na escola, tanto com os professores como com os alunos.

Alguns autores reforçam o papel dos assistentes operacionais nas escolas, uma vez que supervisionam espaços e tempos de conflito potencial, como é o caso dos recreios e refeitórios.

Por esta razão, “apesar de serem em menor número ... os membros do pessoal não docente deverão integrar  as estruturas e as redes de participação da escola. Devem fazê-lo na sua qualidade de adultos com responsabilidades educativas e como técnicos de apoio logístico às atividades de ensino” (João Barroso, 1995),

 

Como tal, a valorização pessoal e profissional dos assistentes operacionais é de extrema importância, uma vez que lidam diretamente com as crianças e, com os jovens, acompanhando-os em atividades escolares diárias.

 

Neste contexto, o autor Silva (1998) refere algumas qualidades profissionais importantes nesta atividade profissional, tais como: a pontualidade, a disciplina e a conformidade face aos objetivos pré-definidos. 

E se estas são qualidades importantes no exercício das suas funções, outras há, que poderão também marcar a diferença, por diversas razões:

- estão muitas horas com as crianças;
- podem ser os responsáveis por supervisionar as atividades que decorrem no final do dia escolar, altura em que todos (adultos e crianças) estão mais cansados;
- supervisionam situações de atividade mais livre, como os recreios e os refeitórios;
- podem supervisionar salas de aula e/ou salas de estudo na ausência do professor responsável.

 

Nestes diversos momentos, podem surgir problemas de comportamento e conflitos que dificultam a gestão das atividades e prejudicam a relação adultos-crianças e crianças-crianças.

 

Na abordagem das crianças com PHDA, os assistentes operacionais podem adotar estratégias de comunicação e de gestão de comportamentos mais eficazes.

 

Têm também oportunidades únicas de facilitar a integração e interação das crianças e jovens com os colegas em situações em que existem maiores dificuldades de autocontrolo das emoções, que se refletem na sua socialização.

 

Como tal, neste espaço iremos dedicar-nos à partilha de conteúdos e de estratégias positivas, que possam contribuir para:

-  maior eficácia pessoal, ou seja, capacidade da pessoa para implementar um conjunto de ações, e atitudes, necessárias à concretização um objetivo com sucesso (Bandura, 1997).

 - maior satisfação pessoal e profissional dos assistentes operacionais no exercício das suas funções, especialmente na relação com as crianças com PHDA.