Como melhorar a comunicação?

Estratégias para melhorar a comunicação entre pais e filhos

 

- Transmitir uma informação ou mensagem de uma forma clara e positiva;

Ao dar uma informação, tente transmiti-la sempre de uma forma positiva. Como por exemplo, “eu gostava muito que arrumasses o teu quarto hoje e sei que és capaz de o deixar bem limpinho …”.

 

- Importância das mensagens consistentes e não contraditórias


Quando se promete algo, deve ser cumprido dentro do previsto, caso contrário será difícil modelar e reajustar o comportamento da criança através do reforço positivo.

Mensagem ambíguas ou com duplos sentidos, são também mais difíceis de compreender por parte da crianças com PHDA.

 

No caso dos castigos, estes devem ser realistas para poderem ser cumpridos. Por vezes, dar castigos mais fáceis de cumprir surte mais efeito, pois as consequências são imediatas.

É importante ter isto em consideração, uma vez que a zanga e irritabilidade poderão aumentar a vontade e a probabilidade de verbalizar castigos difíceis de cumprir e, por isso mesmo, irrealistas. Por exemplo, após o mau comportamento da criança durante um jantar de aniversário num restaurante, o pai verbaliza "é sempre a mesma coisa ... nunca mais vimos contigo a nenhum encontro com amigos. Ficamos é em casa que é melhor, pois não te sabes comportar". A probabilidade de recusar todos os convites futuros para festas de aniversário, para além de ser desajustada em termos sociais, será pouco provável. Logo a chamada de atenção não surte o efeito desejado.

 

- Importância de nos colocarmos no lugar do outro
Mesmo quando o objetivo da mensagem é dar uma instrução e/ou uma ordem a cumprir, é importante que a criança se sinta compreendida nas suas dificuldades em cumprir as expectativas e/ou na sua relutância em obedecer.

Desta forma, o estilo de comunicação assertivo será privilegiado uma vez que, a preocupação de nos colocarmos no lugar da criança a deixa menos exposta e suscetível a críticas e a comentários negativos.

Por exemplo, “Amanhã tens um trabalho para entregar, eu compreendo que estejas cansado porque tens tido muitos trabalhos…” (...) “Mas é importante que termines o trabalho antes de jantar…” (...) “Depois se tiveres algumas dúvidas, ainda teremos tempo para falarmos sobre isso…”

 

- Importância da escuta ativa
Escutar com atenção e interesse, esclarecer dúvidas e partilhar opiniões.
É importante ouvir a ideia da criança para a ensinar a ouvir a(s) ideia(s) do(s) adulto(s) também.

 

- Criar um clima emocional que facilite a comunicação
Haver pelo menos um tempo de diálogo, partilha de ideias e de opiniões. Estabelecer, por exemplo, um horário semanal para a realização de uma reunião familiar.

 

- Expressar e partilhar sentimentos
Como por exemplo, “Fiquei muito feliz por teres conseguido terminar esta tarefa até ao fim…”.

 

- Usar o humor e a criatividade quando deseja que cumpram determinada regra
Por exemplo, se a hora da refeição é difícil, procure elaborar refeições diferentes, enfeitando os pratos dos mais pequenos (por exemplo: fazer do tomate, pequenos olhos; do arroz, cabelo; da cenoura, nariz; dos pedaços de carne, uma boca) e/ou fazendo um jantar-piquenique onde todos comem no chão.

Muitas vezes, reajustar algumas rotinas (dando-lhe um caráter mais lúdico e divertido), revela-se essencial para quebrar o ciclo dos conflitos e das discussões, bem como para motivar a criança para a tarefa.

 

- Manter um tom de voz calmo e sereno
Mesmo que a criança esteja a gritar, tente modelar o seu comportamento funcionando com um “espelho” do que considera desejável, nomeadamente ao nível da postura e do tom de voz.

 

- Elogiar e agradecer a colaboração da criança sempre que tal se proporcione
O elogio é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento emocional e social saudável ao longo de todo o ciclo de vida. Dar atenção e reforçar os comportamentos adequados, desvalorizando os inadequados, são ações que deveriam ser realizadas diariamente nos diversos contextos em que participamos.

 Contudo, se o objetivo é motivar a criança e chamar a sua atenção para o comportamento adequado, é extremamente importante que o elogio não seja “vazio” de conteúdo. Deve referir-se apenas a situações e/ou contextos concretos, para que tenha um real significado e cumpra o seu objetivo, ao invés de criar expectativas irrealistas na criança.

 Um exemplo: “muito bem, tiveste boa nota no trabalho de português… esforçaste-te e o pai está muito orgulhoso de ti”. É importante evitar os elogios desprovidos de motivos concretos como: “a mãe sabe que tu és muito inteligente e, por isso, sei que vais conseguir ter boas notas”.