Práticas de disciplina positiva

• A PHDA e a Escola

• A PHDA e a Sala-de-Aula

 

A PHDA e a Escola

A perturbação de hiperatividade com défice de atenção afeta diretamente o desempenho e a adaptação escolar

 

Benczik (2000) considera que uma série de fatores podem contribuir para um baixo rendimento escolar, tais como:

- o número de alunos por sala de aula; 
- a falta de preparação dos professores em saber lidar com esta perturbação;
- a desmotivação dos professores e alunos;
- a falta de organização nas atividades ensino-aprendizagem.

 

Alguns autores referem que, 20 a 30 % das crianças com PHDA apresentam dificuldades específicas que interferem na capacidade de aprender (Goldstein, 1999). 

 

Em geral, o professor observa uma discrepância entre o potencial intelectual da criança e o seu desempenho académico, o que pode manifestar-se mesmo em crianças com inteligência acima da média (Barkley, 2002).

 

Rohde e Benczik (1999), mencionam que o professor tem um papel primordial no processo de aprendizagem e na saúde mental dos seus alunos. A base da ação educativa encontra-se na planificação curricular e nos técnicos intervenientes, apelando a uma mudança de atitudes, ou seja:

- investir na capacidade de adaptação a novas situações;
- desenvolver nos alunos as suas potencialidades máximas para que possam vencer os grandes desafios da sociedade. 

 

O ensino-aprendizagem junto de crianças com PHDA representa um grande desafio para os professores. Como tal, torna-se fundamental a frequência de formações e de outras unidades curriculares científicas que visem qualificar, aperfeiçoar e desenvolver competências transversais, que ajudem o professor no seu processo de reflexão. Assim, poderá progressivamente incrementar estratégias que melhorem a(s) sua(s) prática(s) pedagógica(s).

 

Por vezes, os professores podem sentir uma grande frustração quando não conseguem minimizar os comportamentos da criança com PHDA. Daí a necessidade de selecionar o método de ensino mais adequado ao aluno.

 

Segundo Parker (1996), os professores são aqueles que mais facilmente percebem quando um aluno está com problemas de atenção, de aprendizagem, detetando comportamentos inadequados ou emocionais/afetivos e sociais.

 

Atualmente, e tendo em consideração a carga horária escolar cada vez mais elevada, bem como o número de horas crescente que os alunos passam na escola, os professores assumem um papel cada vez mais preponderante nesta área.

 

Neste contexto, o aluno com PHDA revela-se um desafio diário para o professor, impulsionando-o para inúmeras reflexões sobre as suas metodologias e atitudes pedagógicas. Assim, a flexibilidade e adaptação progressiva do ensino poderá trazer benefícios cada vez mais individualizados ao modo de aprendizagem do aluno. 

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A PHDA e a Sala-de-Aula

A gestão e a organização da sala-de-aula são um conjunto de medidas que visam estabelecer formas de lidar com os comportamentos desajustados/inadequados, potenciais causadores de indisciplina, permitindo ao professor repor a disciplina sempre que ela esteja ameaçada.

 

O professor deve desenvolver esforços para manter uma estrutura e uma rotina na sala de aula, bem como estabelecer fronteiras bem definidas para os alunos que apresentem PHDA.

 

As crianças com PHDA têm particular necessidade de uma sala-de-aula bem estruturada, ou seja, é importante que elas saibam exatamente quais são as expetativas do professor, desde o momento que entram na sala-de-aula até à hora de saída. 

 

O professor deve ensinar claramente o que é um comportamento aceitável e um comportamento inaceitável, garantindo a previsibilidade das tarefas e a consistência dos objetivos a cumprir. 

 

Para que as regras sejam eficazes, devem ser cumpridas por todos os alunos, de forma contínua e consistente. Estes passos contribuem para prevenir e/ou minimizar os problemas de comportamento mais comuns na sala-de-aula.

 

De acordo com diferentes autores, mesmo os alunos com desafios comportamentais significativos geralmente demonstram um comportamento adequado, quando o professor aposta em:

- atividades atrativas que suscitem um grande interesse de aprendizagem:
- um ensino diferenciado e um bom ritmo de trabalho, que minimize e evite a frustração e a monotonia;
- aulas bem planeadas e estruturadas; 
- períodos de aulas minimizando tempos mortos, uma vez que quando os alunos estão desocupados, aumenta a probabilidade de ocorrência de comportamentos indesejados. 

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